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GIVENCHY: UM DOS MAIORES ÍCONES DA ALTA-COSTURA

Um dos maiores ícones da alta-costura, Hubert de Givenchy, faleceu aos 91 anos neste sábado, 10/03. Uma perda incomparável para o mundo da moda.Símbolo de elegância, refinamento e um luxo simples e despretensioso. Givenchy abriu sua Maison em 1952 com 24 anos, depois de ter trabalhado para grandes nomes como Jacques Fath, Robert Piguet e Elsa Schiaparelli. Além de ter recusado um convite para trabalhar com Dior.

Filho de aristocratas, perdeu o pai com apenas dois anos de idade e foi criado pela mãe e o avô materno. Seu avô era administrador de tapeçarias e colecionador de tecidos finos e desde muito novo Givenchy se encantou por esse mundo.

Sua família queria que ele se tornasse advogado. Mas movido pelo seu sonho, aos 17 anos se mudou para Paris e iniciou os estudos na Escola de Belas Artes da capital francesa.

Hubert-de-Givenchy

Ainda jovem e fascinado pelo trabalho de Cristóbal Balenciaga, tentou se encontrar com o estilista para lhe mostrar seus desenhos, mas recebeu a respostas de que o senhor Balenciaga não recebia ninguém.

A primeira coleção de Givenchy em 1952 já foi um sucesso. Principalmente sua maior criação, a blusa Bettina inspirada em Bettina Graziani, modelo na época. O sucesso se deve aos tecidos de camisaria, as cores monocromáticas em preto e branco e peças separáveis que podiam ser combinadas entre si.

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Em 1953, em uma viagem a New York, finalmente Givenchy conhece o seu ídolo Balenciaga. Eles permaneceram amigos até a morte de Balenciaga em 1972. Em 1953 também conheceu Audrey Hepburn, sua musa.

Givenchy foi o responsável por vestir Audrey, além de Jacqueline Kennedy e Grace Kelly, símbolos de elegância da época.

A marca acabou sendo vendida para LVMH em 1988, tendo permanecido como diretor artístico. Apresentou sua última coleção para a marca em 1995.

Givenchy e Audrey Hepburn

 

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O maior reconhecimento da marca veio por sua musa, Audrey Hepburn. Impossível falar de um sem mencionar o outro.

No mesmo ano em que conheceu seu ídolo, Givenchy recebeu Audrey. Ela pediu para que desenhasse figurinos para o novo filme “Sabrina” de 1954. Mas teve que declinar a oferta dizendo que não teria tempo para fazer o trabalho. Então Audrey pediu se poderia ver as peças que já estavam prontas.

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Foi aí que o encanto entre os dois começou. As peças pareciam terem sido desenhadas para ela. Givenchy encontrou sua musa e Audrey encontrou alguém que conseguisse vesti-la de si própria.

O Figurino do filme “Sabrina” ganhou o Oscar, mas a figurinista não fez se quer uma menção ao nome de Givenchy. Audrey, como resposta, passou a exigir que ele fosse o único responsável pelo figurino de seus filmes. Surgindo dessa parceria, o icônico vestido preto do filme “Bonequinha de Luxo” de 1961.

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Uma parceria que não se restringiu aos filmes. Audrey vestia as criações de Givenchy no seu dia-a-dia, em festas e até em seu casamento. Uma amizade sincera que Givenchy declarou ser quase um casamento e que só foi quebrada com a morte dela em 1993.

Mas agora, Audrey e Givenchy podem retomar essa parceria e amizade sem qualquer impedimento.

Sou Ariana Magalhães, mineira, advogada e designer de moda da marca Ariana Magalhães. Quero compartilhar minhas descobertas, pesquisas e leituras relacionadas ao mundo da moda, trazendo informações sobre estilo, comportamento, tendências e curiosidades.
1 comment
  1. Muito interessante!!! Realmente o filme ficou marcado pelo vestido e é muito legal saber a história que há por trás. Adorei!

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